jardim onde as rosas [não] falam

 

O objetivo  desta produção visual é investigar e tecer uma crítica à subjugação feminina aos estereótipos impostos no passado e massivamente reforçados ainda nos dias de hoje, jogando luz sobre a fricção existente no lugar ocupado pela mulher na sociedade brasileira contemporânea, ainda maculada pelas influências do patriarcado latinoamericano.

Compõem o projeto os trabalhos: a) tocs femininos (2015 – 2019), políptico de fotografias que ilustra transtornos de ansiedade vividos por mulheres entrevistadas e que, para manter a mente sã, cultivam seus rituais particulares de repetição diários; b) meu nome é suellen (2018), instalação em vídeo que convida o espectador a uma experiência de empatia ao adentrar no cotidiano de uma mulher que se encontra no limite da loucura e da razão; c) aquarela (2018), um autorretrato da artista; d) brazilian wax – (2018), díptico fotográfico-manifesto contra a imposição de padrões estéticos inalcançáveis; e) lugar de mulher (2020), instalação que alude à inércia da sociedade brasileira diante dos inúmeros episódios de violência doméstica assistidos no país e f) aberratio (2020), uma alegoria ao tratamento retrógado e violento ainda hoje dispensado às mulheres em nossa sociedade.