religare (2020 - 2022)

Num período de privações de convívio social (quarentena do coronavírus, 2020-21), nossa existência tornou-se fragmentária e a reconexão com lugares de afeto tornou-se medida de sobrevivência. Sem acesso ao mundo externo, busquei encontrar espaços do fabular no diálogo entre coisas e fotografias de arquivo de família, e ao viajar através de temporalidades diversas, proponho uma conversa silenciosa entre as camadas de vida que restaram na superfície das coisas e olhares de contemplação à natureza, meus e de minha ancestralidade.